Votação

Boa tarde pessoal,

Está rolando uma votação no blog com sorteio. Para participar é necessário responder a enquete: Qual o tipo de culinária que você tem interesse em ler no blog?

Respostas: Cozinha Italiana, Cozinha Francesa, Cozinha Mediterrânea, Cozinha Asiática.

Depois, seguir o blog por email na aba Follow By Email e preencher o Formulário de Contato com seu Nome, Email e telefone no campo Mensagem.

Essas abas e votação encontram-se na lateral da página do blog.

Serão sorteadas 5 pessoas e a votação vai até o dia 19/05/2017.

A divulgação dos sorteados será no dia 20/05/2017.


Prêmio: 01 kit 4 em 1 da marca Keita, contendo:


  • Cortador de Legumes,
  • Boleador,
  • Fatiador,
  • Protetor para as mãos.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009




ESPUMANTE ABERTO A SABRE!
por Antônio Gonçalves
fotos: Estevam Norio Ito


Tradição napoleônica que sobrevive em nossos dias, a sabragem encanta e aumenta o charme de uma comemoração

Sabragem vem do francês sabrage, iniciado no termo sabreur, aquele que bem maneja ou luta com o sabre.

A arma branca, provavelmente originária da Hungria, onde é conhecida como száblya, tem também origem polonesa reinvidicada e certa influência russa, fez história num ritual.

O general francês, provável pioneiro na sabragem de garrafas de Champagnes a degola da garrafa com o sabre, costumava dizer que “a história é uma versão do passado, na qual decide-se acreditar”.

Há muito tempo se sabe que Napoleão era grande apreciador de vinhos,
e que os Champagnes eram seus preferidos. Assíduo freqüentador da cidade de Epernay, epicentro dos vinhos borbulhantes, ganhou de Jean-Rémy Moët, então dono da Moët & Chandon, casas e estadas para sua tropa.

As primeiras sabragens teriam surgido no século 18, em clima de euforia, com Napoleão retornando de alguma batalha vitoriosa, afinal, para ele, esse vinho era “merecido nas vitórias e necessário nas derrotas”.

Versões mais românticas indicam que, na verdade, o general e seus soldados eram tomados pela pressa de namorar suas mulheres, depois de tanto tempo apartados pelas batalhas, e que, para não demorar tanto nas comemorações, encontraram uma forma mais prática e rápida de abrir as garrafas.

Como prêmio pela proteção de suas terras, Madame Clicquot (Veuve Clicquot-Ponsardin) teria dado as primeiras garrafas de Champagne a Napoleão e seus soldados.

Bem humorada versão diz que o general, não tendo como segurar uma garrafa e o copo, jogou o copo claro!, tomou do sabre e abriu a garrafa, com as costas da espada, a parte sem fio de corte da arma.

A tradição de abrir espumantes com sabre, como demonstração de alegria nas comemorações, continua viva.

Grande parte das vinícolas brasileiras que elaboram espumantes e têm recepção a turistas promove a degola da garrafa diante dos visitantes que, na maioria das vezes, desconhecem a cerimônia, e se encantam. João Valduga, diretor e enólogo da Casa Valduga, do Vale dos Vinhedos (RS), costuma finalizar palestras e cursos com a sabragem.

“Sempre convido um dos participantes a tentar, e cerca de 90% acertam na primeira pancada.

É visível, sob os aplausos dos demais, o brilho nos olhos do iniciado, como um sinal de vitória”, diz. “Ganhei um sabre do meu pai, Luiz Valduga, para comemorar o crescimento da empresa”, completa.

Manoel Beato, sommelier do grupo Fasano de restaurantes em SP, afirma que teve contato pela primeira vez com a prática em 1989, no restaurante do francês Michel Thenard, o extinto “Le Bistingo”.

“O Michel trouxe alguns sabres e foi nessa época que comecei”, recorda.
O sommelier tem muita prática: já abriu com a espada mais de 70 espumantes numa só festa.

Salada de atum Light

Receita Light


Salada de atum levemente grelhada, com folhas variadas, shiitake e shimeji

Receita para 8 porções

Ingredientes e quantidades:

2 KG de Atum Vermelho Fresco
300G de Gergelim Preto
300G de Gergelim Branco
1L de Vinagre Balsâmico
1KG de Açúcar
1L de Azeite de Oliva
500G de Limão
Sal e Pimenta Branca do Reino
2KG de Folhas Variadas (Alface Americana, Alface Crespa, Alface Roxa, Alface Frisee, Radicchio, etc...)
400G de Shiitake
400G de Shimeji
1.5 xícara e meia de shoyu
1 xícara de manteiga

Modo de preparo:

Lavar bem e rasgar as folhas. Levar o vinagre balsâmico ao fogo em uma panela com açúcar e reduzir a metade. Reservar. Cortar o atum em fatias de 2cm, temperar com sal e pimenta do reino e empanar com os gergelins branco e preto. Numa frigideira tefal, dourar o atum de todos os lados com azeite de oliva rapidamente de modo que fique crú no meio. Temperar as folhas com limão, azeite de oliva, sal e pimenta do reino. Fatiar o atum e colocar sobre a salada. Refogar o shiitake e shimeji na manteiga e no shoyu por 5 minutos ( até que ele murche ). Pôr entre as folhas e o atum, regar com o caramelo de vinagre balsâmico.

Fonte : Na Mata Café

As jóias de gosto

foto

Mais de três mil metros quadrados distribuídos por três pisos. Gastronomia Peck é o templo do bon vivant Milão. Rotisserie, superemporio de gourmands. Existem muitos nomes atribuídos a gastronomia Peck a partir do 1883, o ano da sua abertura: um verdadeiro templo do gosto. A qualidade dos alimentos também está no centro da reestruturação, três mil trezentos metros quadrados distribuídos por três pisos. «Foi uma muito complexo", diz o arquiteto Roberto Beretta da Studio Architettura Beretta Associati, "porque a superfície é obtido em quatro diferentes edifícios, o que tem exigido obras estruturais são muito importantes. O projeto foi principalmente motivada por critérios funcionais. "Foi necessário para garantir as melhores condições para o armazenamento de alimentos e as luzes tiveram que ser calibrados de acordo com as diferentes características dos alimentos."

Dada a necessidade de uso diário caminhões carregados com mercadorias para os andares foram escolhidos brames pórfiro de cinco centímetros de espessura, enquanto as paredes de mármore rosa de Portugal, levaram a concepção de uma estrutura por trás de ferro, capazes de fazer face as prateleiras em que foram colocados presuntos e outros alimentos muito pesados. " A restauração da fachada Art Nouveau é relembrada na preservação de todos os elementos decorativos originais, mantidas em vista, sempre que possível. Novo mobiliário foi encomendada a partir de Poliform, que roda em quase cada centímetro da loja: false, bancos, cadeiras e mesas, revestimentos e prateleiras de madeira pero incrível bar que hospeda mais de cinco mil rótulos vinho.




Salada de frango com agrião e pão italiano

Ingredientes


500 g de lascas de frango assado
3 xícaras de pão italiano cortado em cubos
1/4 de xícara de suco de limão
3/4 de xícara de água
1/3 de xícara de hortelã picada
1/2 xícara de azeite
1 colher (chá) de gengibre ralado
3 tomates maduros, sem sementes, picados
Sal e pimenta-do-reino a gosto
4 xícaras de folha de agrião
Miniagrião para decorar

Modo de preparo


Em uma tigela grande, misture todos os ingredientes, exceto o agrião. Tempere com sal e pimenta-do-rei no e distribua entre seis pratos. Por cima, disponha as folhas de agrião lavadas, decore com miniagrião e sirva. Rende 6 porções.

Creme de Papaia

Creme de Papaia

Creme_de_papia

Esta é uma sobremesas leve, aromática, provocante, irresistível. receita da revista Claudia Cozinha.

É fácil.

Dá 6 porções.

254 calorias por unidade.

Ingredientes:
6 colheres de sopa de creme de cassis.
2 papaias médios.
500 ml de sorvete de creme ou de baunilha.

Corte os papaias ao meio, retire as sementes e descasque. Corte em pedaços. Coloque no liquidificador e bata rapidamente.
Acrescente o sorvete e bata até o obter um creme espesso. Distribua entre seis taças.
Regue cada taça com uma colher de sopa de creme de cassis e sirva imediatamente.

Para decorar, use raminhos de hortelã, e, se encontrar, as próprias frutinhas de cassis congeladas.

O creme de cassis é um licor muito perfumado, vermelho escuro, obtido a partir da maceração da groselha preta (cassis em francês) em álcool a que se acrescenta açúcar.

PRESUNTO DE PARMA

São antigas as técnicas de salga e defumação do pernil de porco para produzir presunto cru. Em sítios arqueológicos descobertos na Itália foram encontradas evidências do preparo desse tipo de carne já no século V a.C. Tratava-se de uma forma de conservação. Depois de serem expostas por dois dias à fumaça, as peças eram esfregadas com óleo e vinagre e penduradas para perder umidade. O acepipe ia à mesa no início das refeições, para abrir o apetite, ou no final, para induzir a sede. O nome presunto vem do latim persunctum, inteiramente sugado, dessecado. Hoje, encontramse presuntos cozidos, como os de Paris ou York, ou crus, como vários tipos europeus, entre eles os italianos San Daniele e Parma. O de Parma é feito com suínos das regiões da Emilia Romana, Lombardia, Vêneto, Piemonte, Toscana, Molise, Umbria, Lazio, Marche e Abruzzo. Os animais, das raças large white, landrace ou duroc, devem pesar no mínimo 145 quilos e ter pelo menos 9 meses de idade. Depois de salgada, a carne recebe uma massagem para amaciar as fibras. Após uma segunda salga, o pernil permanece de 10 a 12 meses maturando. No final, passa por avaliação de aroma e aparência. Se estiver perfeito, recebe uma marca a ferro quente na forma de coroa. No Brasil, o presunto tipo Parma é feito em câmaras que reproduzem as condições climáticas ideais. É ótima alternativa na falta do italiano. Aromático, saboroso e de textura agradável, o presunto cru costuma ser servido em fatias finas, com frutas. Pode ser apreciado também em risotos, saladas, recheios e canapés, além de sanduíches, claro.

Arroz selvagem: alimento exótico com forte herança genética

Arroz selvagem: alimento exótico com forte herança genética

O arroz selvagem tem conquistado adeptos em todo o mundo. Carregado de sofisticação, atrai por sua aparência, sabor e aroma diferenciados. Os grãos são escuros (marrons e pretos) e seu comprimento é três vezes maior que o do arroz comum. Exala um aroma parecido com ervas, que remete ao seu ambiente natural – os lagos e rios dos Estados Unidos e Canadá.

Foto: Divulgação/Projeto Arroz Brasileiro

Grãos do arroz selvagem.

Suas qualidades nutricionais também chamam a atenção. É pobre em gorduras e rico em proteínas, lisina (um aminoácido) e fibras. É também uma boa fonte de potássio, fósforo e vitaminas (tiamina, riboflavina e niacina), de acordo com o HealthNotes.

O arroz selvagem é a semente de uma gramínea aquática – e, portanto, não é arroz. O registro de sua utilização é bastante antigo. Era o alimento básico dos índios Chippewa e Sioux.

Devido ao apelo exótico e ao elevado valor nutricional, em comparação com o arroz branco, o arroz selvagem ganhou popularidade. Atualmente, a província de Saskatchewan é a maior produtora do Canadá e o estado de Minessota é o maior nos EUA.

O cultivo comercial do arroz selvagem deve seguir padrões para manter as características rústicas do grão. Os produtores de Minessota, por exemplo, precisam de uma licença para plantar. Além disso, a colheita, que ocorre em setembro, deve ser realizada com canoas, igual os índios faziam. Enquanto os canadenses normalmente colhem o grão em áreas naturalmente submersas, os estadunidenses o plantam em campos irrigados. A planta tem estágios bem distintos de desenvolvimento e requer muitos cuidados, especialmente com as condições da água e clima.

Os procedimentos pós-colheita também são bem particulares. O grão, que é colhido verde, é disposto ao sol e sob a água em fileiras, para perder a clorofila; depois de maturado, é seco, descascado (o arroz preto é a semente) e levemente tostado. Pode então ser transportado e armazenado.

Segundo a enciclopédia Wikipédia, pertencente ao gênero Zizania, o arroz selvagem compreende quatro espécies nativas, sendo três da América do Norte e uma da Ásia. São elas: Zizania palustris, planta perene nativa dos Grandes Lagos (fronteira dos EUA com o Canadá); Z. aquatica, também perene e nativa da Costa Atlântica dos EUA; Z. texana, planta anual nativa da região central do Texas; e Z. latifólia, também perene e nativa da China.

Foto: Ann Murray/Universidade da Flórida

Detalhe da planta da espécie de arroz Zizania
aquatica
.

Foto: Ann Murray/Universidade da Flórida

Planta da espécie de arroz Zizania aquatica.

No Brasil, os consumidores podem encontrar o arroz selvagem nos supermercados, sob as marcas Tio João e Blue Ville, dentre outros. O preço é bem mais elevado que o do arroz agulhinha (em média 3.500% mais caro). Uma dica para não pesar no bolso, aproveitar as qualidades nutricionais e dar requinte à refeição é misturar o arroz selvagem com o arroz branco, já cozidos, num único prato.

Mostarda de Dijon




Mostarda Dijon - originária de Dijon, na França, é preparada a partir de sementes de mostardas moídas e misturadas em vinho branco, vinagre e ácido cítrico. Suave, é indicada para molhos de sal
adas ou para acompanhar carnes frias.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Um Classico Repaginado " Salada Niçoise"

Fotos Karime Xavier/ag. Istoé

Salada niçoise

130 g de mix de folhas higienizadas 2 ovos cozidos cortados em 4 partes 1 posta de 200 g de atum fresco 100 g de tomates-cereja cortados ao meio 170 g de batatas-bolinha 70 g de vagens finas 14 azeitonas pretas pequenas 2 fatias de pão ciabatta cortadas no sentido longitudinal e grelhadas azeite para grelhar as batatas

molho
1/ 4 de xícara (chá) ou 60 ml de azeite extravirgem 2 colheres (chá) ou 10 ml de vinagre de vinho branco 1 colher (chá) de mostarda de Dijon sal e pimenta-do-reino a gosto

molho numa tigela, bata todos os ingredientes com um fouet.

salada cozinhe as vagens até ficarem macias, sem perder a firmeza. Retireas do fogo e passe-as em água gelada para parar o cozimento. Reserve. Cozinhe as batatas até ficarem macias. Corte-as ao meio, misture um pouco de azeite e grelhe até ficarem levemente tostadas ou com as marcas da grelha. Misture os tomates com um pouco do molho. Grelhe o atum, deixando-o malpassado (cerca de 1 minuto e meio de cada lado) e corte-o em fatias.

para servir em 2 pratos grandes, arranje todos os ingredientes, tempere com o molho e sirva com a fatia de ciabatta grelhada.

dica da chef para ter os ovos cozidos com a gema mais cremosa, ponha-os em uma panela com água fria, leve ao fogo médio e, quando começar a ferver, deixe cozinhar por 8 minutos. Retire do fogo e coloque-os na água fria para parar o cozimento

rendimento 2 porções preparo 50 minutos execução fácil

10 Clássicos franceses de todos os tempos

Para brindar a França no Brasil, 10 chefs franceses residentes no País elegem os pratos mais celebrados da cozinha que ditou os rumos da gastronomia mundial

Por Cristiana Couto Fotos Rogério Voltan Produção Melissa Thomé Ilustração Toller

Foie gras cozido no court-bouillon

Os verdadeiros escargots da Borgonha



O chef Emmanuel Bassoleil

Em 2009, pratos clássicos franceses estarão de volta às panelas dos cozinheiros, ao centro das mesas e das boas conversas. O Ano da França no Brasil, evento criado pelo governo dos dois países para fomentar a cultura francesa no País, prevê, entre as atividades, um grande banquete renascentista em várias cidades brasileiras. Um bom motivo para lembrar que, mais do que a música, a literatura ou a moda, foi a gastronomia que levou aos quatro cantos do mundo a cultura francesa.

O sucesso desta cozinha tem suas razões. Sistematizada por Marie- Antoine Carême (1783-1833) e, mais tarde, reestruturada por Auguste Escoffier (1846-1935), desde cedo foi registrada em livros de culinária, o que facilitou sua multiplicação em diversas culturas - adaptada depois, ou não, aos ingredientes locais. Além disso, ela é, como bem define Emmanuel Bassoleil, do restaurante paulistano Skye, "uma linha completa de produtos" - de vinhos a queijos, de molhos a pescados, de caça a cogumelos.

Escoffier reuniu cinco mil receitas que a seu ver definiriam a essência da cozinha francesa. Como não é possível escolher tantos representantes como fez o famoso cozinheiro, menu convidou dez chefs franceses, residentes no Rio de Janeiro e em São Paulo, para eleger dez pratos mais significativos entre os clássicos da cozinha de seu país. O coq au vin, que leva em seu preparo o animal-símbolo da França, foi o mais lembrado. "O galo e o vinho são nossos símbolos", diz Fabrice Lenud, da pâtisserie Douce France (SP). Este antigo cozido reúne, ao mesmo tempo, uma solução culinária camponesa, de sabores familiares, e uma expressão do status gastronômico que a cozinha rural francesa ganhou a partir do século 19.



Coq au vin de Chamberti

Ovos nevados da minha mãe

Mil-folhas de baunilha

Em todas as fotos: guardanapo e toalha, Roupa de Mesa; pratos e talheres, Casa Canela


Embaixadores da cozinha francesa
Os 10 pratos mais lembrados

1º lugar- Coq au vin antigamente, os bons galos reprodutores eram abatidos para preparar o prato. Como já tinham muitos anos de vida, sua carne necessitava de um longo cozimento para que ficasse macia. Essa variedade de pot-au-feu ganha contornos regionais, ao ser preparada com vinhos específicos de diversas regiões francesas, como Jura, Champanhe ou Gevrey-Chambertin. Obrigatório nos restaurantes da alta cozinha francesa até o final do século 20, o coq au vin era velho conhecido dos camponeses, muito antes que os gastrônomos descobrissem suas virtudes e os chefs os reproduzissem em seus manuais culinários.

2º- Blanquette de veau um clássico nos bistrôs e brasseries franceses em todo o mundo. A carne de vitela é lentamente cozida com molho, encorpado ao final com creme de leite batido e gemas de ovo, acompanhada de cogumelos e pequenas cebolas brancas.

3º- Escargots à bourguignonne cada região da França tem um nome especial para o escargot: carnar em Lorraine, cacalau na Provence e cantaleu em Nice. Símbolo do turismo na Borgonha, a espécie dessa região é difícil de reproduzir em cativeiro, o que obriga a coleta nos bosques. O consumo do molusco caiu em desuso durante o século 17, mas voltou à moda com o chef Antonin Carême (1783-1833), que o preparou para o czar Alexandre I. Entre tantas versões, os escargots à bourguignonne são uma entrada clássica, servidos quentes nas conchas e dispostos em recipiente especial - as escargotières - com manteiga, alho e salsinha picada.

4º- Pot-au-feu o pot-au-feu francês é bastante consumido cotidianamente em todas as regiões do país, ganhando lugar na literatura internacional, a partir do século 19, como um prato que "fez a França". Pode incluir qualquer tipo de carne (de vaca, de vitela, galinha ou peixe), e foi apelidado de "fundador de impérios" pelo estadista Comte de Mirabeau (1749-1791). Vegetais são componentes obrigatórios, como cenoura, cebola, alho-poró, salsão e nabo.

5º- Boeuf bourguignon típica da Borgonha, é um dos tantos exemplos de receitas francesas rústicas, que vieram a integrar a cuisine bourgoise, às vezes reelaborada e refinada pela alta cozinha francesa. A carne, de lento cozimento em vinho tinto, é acrescida de bacon, cogumelos e cebolas brancas. Tornou-se especialmente conhecida por meio do grande cozinheiro Auguste Escoffier (1846-1935), que a incluiu no seu livro Ma cuisine, de 1934.

6º- Bouillabaisse a expressão quer dizer "a fogo baixo". O mais conhecido ensopado de pescados do Mediterrâneo integra a família do pot-au-feu. Típico de Marselha, sua origem é antiga e incerta. A primeira receita compilada com esse nome apareceu no século 19, e incluía lagostas em seu preparo. A bouillabaisse requer peixes variados, alguns de carne firme, outros menores, para que não se desfaçam no molho. Cebolas, tomates, salsinha e açafrão são obrigatórios.

7º- Croissant símbolo nacional da França, o pão de nome croissant, em seu formato atual, tem uma história recente. As primeiras referências datam de 1853, em que é definido como "pão em formato de meia-lua". Tradicionalmente servido no café da manhã, espalhou-se pelo mundo e varia imensamente em termos de sabor. O de bom resultado, entretanto, requer bastante manteiga - tanto que pode ser encontrado nas padarias francesas como "croissant au beurre".

8º- Mil-folhas (mille-feuilles) as mil camadas deste doce tradicional, feito com a mesma massa do croissant, não são um exagero. Uma folha de massa folhada é composta de 729 lâminas comprimidas, e o mil-folhas mais comum leva três delas. O doce geralmente ganha formato retangular, recheio de creme entre suas camadas levíssimas e finalização com açúcar de confeiteiro. Há o de formato oval que, com recheio de creme de amêndoas, é conhecido na França como Napoleon.

9º- Ovos nevados (île flottante) outra sobremesa leve, servida fria - definida poeticamente como "ilhas" de claras em neve, boiando num mar de creme. Pode ser decorada com lâminas de amêndoas ou delicadas lâminas (zests) de limão.

10º- Foie gras o fígado de pato ou de ganso, maior do que o tamanho normal devido à superalimentação, pode não agradar aos defensores dos animais, mas é um produto estreitamente associado à alta cozinha francesa. Já era iguaria no Egito, onde os animais eram alimentados com figo, em lugar do milho atual, e parece ter sido difundida pelos judeus por toda a Europa. O de ganso é mais firme e rosado, preferido por chefs como Paul Bocuse.

Risoto de Cogumelos (shitake, shimeji e fungi)

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Risoto de Cogumelos (shitake, shimeji e fungi)

Ingredientes


- ½ cebola média picada,
- 2 colh de manteiga,
- 1 colh de azeite,
- 300grs de cogumelos (shitake, shimeji e fungi),
- 1 taça de vinho branco seco,
- 400grs de arroz arbório
- +-1 litro de caldo de legumes,
- 150grs de creme de leite,
- sal e pimenta a gosto,
- 100grs parmesão fresco ralado.

Dilua o caldo na água fervente.
Refogue a cebola e os cogumelos na manteiga e azeite, junte o arroz. Depois coloque o vinho e mexa. Coloque uma concha de caldo neste refogado e vá mexendo. Assim que perceber que o caldo secou, repita a operação. Faça isso por umas 5 vezes, nos primeiros 15 minutos. Se você for servir este risoto posteriormente, espalhe este arroz (que ainda não estará totalmente cozido) em uma travessa para interromper a cocção. Quando o arroz estiver ao dente, coloque o creme de leite e o parmesão. Sirva em seguida.
Decore com pimenta dedo de moça e cheiro verde.

O melhor chá de Paris

Por Alline Cury

A primeira vez que fui na Mariage Frères para comprar um chá nem imaginava que por traz daqueles perfumes e sabores maravilhosos também estaria uma história incrível. No século XVII, durante o reinado Louis XIV, alguns membros da família Mariage foram escolhidos para dar início ao comércio de chás e especiarias com a Índia Oriental. Foi ai que tudo começou e é por isso que a família Mariage é conhecida como a mais tradicional e famosa pelo seu savoir-faire na França e no mundo.

mariage loja

Toda essa tradição fica evidente quando se entra em uma das lojas ou em qualquer salão de chá da marca. Os atendentes usam como uniformes ternos beges com gravatinhas escuras e a decoração e arquitetura das lojas nos levam para os anos 50.

A minha loja preferida, onde compro alguma coisinha pelo menos uma vez a cada quinze dias, é a da rua Bourg-Tiboug que fica no bairro Marais. Para quem visita a Mariage Frères pela primeira vez, recomendo a casa de nº30, lá as paredes são forradas de potes com chás, que são vendidos a granel. Nesta loja ainda tem um salão de chá para quem quiser degustar alguma das opções da bebida, comer um docinho ou até mesmo almoçar.

Já na casa nº35, que fica no outro lado da rua, os saquinhos e potinhos já estão prontos e normalmente tem menos fila para escolher e pagar.

mariage saquinhos

O chá mais tradicional e mais antigo da Mariage Frères é o Marco Polo que é uma mistura de chá preto, levemente frutado e aromatizado com especiarias. Mas o meu favorito é o Rouge Bourbon que é feito com baunilha e é super cheiroso. Também tenho na minha casa e recomendo os chás Esprit de Noël, Oriental, Bouddha Bleu e Russian Star.

Mariage Frères
35 rue du Bourg-Tibourg - 75004 PARIS
Metrô Hôtel de Ville

Churrasco sem mistérios





receitas_manual.php?codigo=EM|14|1341|834De churrasqueiro todo mundo tem um pouco. Na hora de preparar a carne e colocar no espeto, palpites é que não faltam. Por isso, ouça a “voz da experiência” quando for preparar o seu. Confira as dicas de Eduardo Maria, especialista em churrasco e gerente de produtos do Grupo Marfrig.

Carne - deve estar com a cor vermelho-cereja, brilhante e resfriada. No caso de carnes embaladas a vácuo, é comum a cor ser um pouco mais escura, mas ela volta ao normal após o contato com o ar. Nunca lave a carne com água corrente, isso altera seu sabor e maciez.

Sal - sal grosso e nunca úmido. Se for o caso, basta aquecê-lo no forno por alguns minutos para secar. Tempere a peça com bastante sal antes de ser levada ao fogo. Quando ela começar a transpirar, retire todo o excesso com as mãos e leve ao braseiro.

Quantidade - a média por pessoa é de 400 a 600 gramas de carne para cada adulto e de 300 gramas para cada criança.

Fogo - nunca utilize produtos inflamáveis diretamente no carvão, pois poderá causar uma explosão e ferimentos. Uma das formas de acender o braseiro é forrar a churrasqueira com uma camada fina de carvão e preparar vários rolinhos de papel de jornal, dispondo aproximadamente oito rolinhos em uma direção e oito perpendiculares aos mesmos, formando uma espécie de grade. Tape com mais carvão e despeje, com cuidado, três tampinhas de álcool por cima. Jogue um fósforo aceso sobre o local e afaste-se. Faça vento com um jornal dobrado ou com um fole, para atiçar as brasas. Só leve as carnes ao fogo quando o carvão estiver coberto por igual de uma camada de cinza branca, sem chamas ou fumaça. Isso demora de 20 minutos a meia hora. Controle o calor da churrasqueira juntando as brasas ou as dispersando.

Arroz Selvagem







Conhecido como o caviar dos grãos, o arroz negro selvagem é feito de grãos longos, escuros e com formato de agulha. A sua consistência é mais firme na parte externa, porém mais macia internamente.

Seu sabor impressiona. Por isso não deve ser usado em qualquer prato. Aproveite esse delicioso ingrediente em receitas mais elaboradas feitas com carnes defumadas, peixes, faisão ou mesmo em uma saladinha especial. Outra forma de preparo é misturá-lo ao arroz branco com frutas secas ou oleaginosas.

O preço é um tanto mais elevado do que o arroz comum. No Brasil, as marcas mais conhecidas em supermercados e empórios que comercializam este tipo de arroz são Tio João e Blue Ville. Em média, chega custa mais de 30 reais o pacote com 250 gramas.
O arroz negro selvagem também chama atenção por causa do seu aroma, semelhante ao de avelãs ou da erva torrada (chá preto). Além disso é rico em proteínas e fibras, e uma boa fonte de potássio e fósforo.

Embora o nome arroz seja usado para este ingrediente, ele nada mais é do que uma gramínea aquática, mesmo assim é usado como uma guarnição tal como outros grãos.

Sugestões de receitas com arroz negro:

Arroz negro com Kani
Arroz negro com curry de camarão
Arroz negro com camarão e lulas
Risoto Negro com frutos do mar

Bar Brahma e Camarote Brahma preparam festas


Camarote do Bar Brahma: show nos intervalos das escolas de samba

No bar, carnaval à moda antiga, com marchinhas; no sambódromo, samba durante os desfiles

Camarote do Bar Brahma: show nos intervalos das escolas de samba

São Paulo - No bar: carnaval à moda antiga, com marchinhas. No sambódromo: samba durante os desfiles das escolas e música pop nos intervalos.

Situado na esquina mais famosa da cidade há 60 anos, o Bar Brahma preserva outra tradição durante o carnaval: a dos antigos bailes à fantasia.

Os nostálgicos terão cinco dias para soltar a criatividade no visual e reviver o clima de paquera mascarada, da sexta-feira (20) à quarta (24). O festão será regado a chope, refrigerantes, água e menu de petiscos com pastel, bolinho de bacalhau e provolone, tudo incluso no pacote (R$ 100 para mulheres, R$ 120 para os homens; quem for fantasiado ganha 20% de desconto).

A animação fica por conta de rodas de samba, curvilíneas mulatas e as bandas Bar Brahma e Miami, que tocarão os sambas enredos mais famosos das escolas, marchinhas de carnaval e axé.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Exclusivo: El Bulli perde o genial chef Albert, irmão de Ferran Adrià


As altas rodas foodie estão em polvorosa, hoje, com a notícia bombástica de que Albert Adrià, irmão do Ferran, vai se aposentar.

Cansou.

Cansou da pauleira, da pressão, do pesadelo que é dividir a responsa com o irmão Ferran e com o chef Oriol Castro de criar menus absolutamente inéditos e incríveis a cada ano para o famoso restaurante El Bulli, ao norte de Barcelona. O restaurante, como vocês leitores do Boa Vida já estão carecas de saber, sempre ganha um milhão de prêmios e é tido por muitos - inclusive o júri da revista Restaurant - como o melhor do mundo. Albert cuidava principalmente dos doces. E passava boa parte do ano testando comidas e loucuras com o Ferran em laboratório, o famoso taller, em Barcelona. Pretende agora cuidar mais de perto de seu restaurante de tapas, chamado Inopia que aliás é uma delícia. E tomar novos rumos.

Albert deu a notícia com exclusividade para o jornalista Pau Arenós, do El Periódico, de Barcelona. A entrevista saiu ontem na revista de domingo, mas não achei link pra ela. Vou pedir ao Pau pra ceder um trechinho pra nós. Mas enquanto isso, quis dar logo a notícia, em primeira mão para os leitores brasileiros...

Milk-shake? Frapê? Não, é smoothie Ele nasceu de uma feliz mistura de frutas, sorbet e frozen yogurt


Preparar um smoothie não tem segredo. Mas, antes de jogar os ingredientes no liquidificador, preste atenção às dicas da chef Carole Crema. Especialista no gênero, ela ensina seus truques.

A primeira lição é que a cremosidade e aquele geladinho característico vêm das frutas congeladas (nas receitas desta página todas as frutas são congeladas). Escolha as suas preferidas, corte e congele. "Procure usar frutas da estação. A qualidade do smoothie feito em casa depende disso", diz Carole. Retire as frutas do freezer e espere 15 minutos antes de utilizá-las. Na falta de sorbet ou frozen yogurt, você pode usar iogurte natural congelado.

Leve e refrescante, a bebida se dá bem com quase todas as frutas. Mas não combina com ingredientes "pesados" como doce de leite, caramelo e chocolate. Confira neste página as receitas dos melhores smoothies de dois endereços paulistanos que entendem do assunto, Wraps (R. Oscar Freire, 206, 3063-4329) e Mango Smoothies (Shopping Eldorado, Av. Rebouças, 3.970, 2197-7949)

Martinica

(Wraps)
2 bolas de frozen yogurt; 1/3 de xícara de morango; ¼ xícara de banana; ¼ de xícara de amora; ¼ de xícara de água. Bata todos os ingredientes por 3 minutos ou formar um creme homogêneo


Hong Kong (Wraps)

1 bola de frozen yogurt; 1 bola de sorbet de
limão; 35ml de suco de laranja; 10 unidades de lichia. Bata todos os ingredientes no
liquidificador até obter uma textura cremosa



Yellow Pleasure

Mango Smoothies)
½ xícara de água; 1 maracujá com semente; 1 xícara de

abacaxi picado; 1 pêssego
picado; 1 bola de sorbet de limão; 2 pedras de ge
lo.

Adoce a gosto e bata tudo no liquidificador até ficar cremoso


Best Berry (Mango Smoothies)
½ xícara de água;
1 xícara de morango; 1 xícara de
amora; ½ xícara de framboesa; 1 bola de frozen yogurt; 2 pedras de gelo. Adoce a gosto e bata tudo no liquidificador

Chefs famosos








Os chefs de cozinha da atualidade gostam dos minutos de fama conquistados além dos domínios do forno e fogão. Nos últimos anos, eles ingressaram no ramo da televisão e topam qualquer desafio, desde participações em quadros de programas para ensinar receitas até reality shows.

Um dos primeiros a entrar no mundo televisivo foi o francês naturalizado brasileiro Olivier Anquier. Em 1996, quando ainda era casado com a atriz Débora Bloch, ele recebeu um convite para apresentar uma atração de culinária na Rede Record, o “Forno, Fogão e Cia”.

Em 1998, durante a Copa do Mundo de Futebol na França, Anquier teve um quadro de variedades na TV Globo. Após essas duas experiências, o profissional lançou o “Diário de Olivier” pelo canal a cabo GNT.

Em 2004, o chef fez parte da equipe da Band e, no ano seguinte, substituiu Eduardo Guedes no “Tudo a Ver”, da Record. Atualmente, ele tem um quadro no “Domingo Espetacular”, também na emissora. E não é só isso, ele também estreou o espetáculo no teatro “Olivier, Fusca e Fogão”, em São Paulo.

Outro chef de cozinha que fica muito a vontade nos estúdios de televisão é o agitado Allan Vila Espejo, que atualmente apresenta o programa Mestre Cuca, exibido diariamente pela CNT.

Eduardo Guedes também ingressou na carreira de apresentador mostrando seus dotes culinários. De 2001 a 2004, o ex-marido de Eliana comandou seu primeiro quadro na televisão, no programa “Note e Anote”, na Record. Em 2004, ele foi convidado por Paulo Henrique Amorim para integrar a equipe do “Tudo a Ver”. Depois, partiu para o “Hoje em Dia”, atração que apresenta até hoje juntamente com Britto Jr. e Ana Hickmann.

Outro profissional do ramo que está no mundo das celebridades é Alex Atala, classificado como um dos 50 melhores chefes do mundo com seu restaurante, D.O.M. Desde 2004, o paulista de 40 anos comanda o “Mesa Para Dois”, do canal a cabo GNT, ao lado da chef Flávia Quaresma.

Em dezembro de 2007, ele estreou o quadro “Negócio Fechado”, na atração global “Caldeirão do Huck”. Alex Atala é casado com a estilista Márcia Lagos e juntos eles têm dois filhos, os gêmeos Tomás e Joana, de cinco anos. O chefe também é pai de Pedro, de 13 anos, fruto do seu primeiro casamento.

Fora da lista dos chefs que “invadiram” a televisão, Emmanuel Bassoleil preferiu fazer seu nome em restaurantes e livrarias. Nascido na França, ele veio ao Brasil apenas para conhecer e acabou ficando.

Em 1994, o profissional lançou seu primeiro livro, “Emmanuel Bassoleil - Uma cozinha sem chefe”. Desde 2001, ele comanda o restaurante Skye, do Hotel Unique, em São Paulo.


Veja aqui as receitas preparadas pelos chefs famosos:

Banana com Suspiro (Alla Vila Espejo)

Carne-seca com abóbora e leite de coco (Emmanuel Bassoleil)

Sorvete Fatiado (Edu Guedes)

Gastronomie Saveur et Art !

Este é um blog destinado aos amantes incondicionais da boa comida do ato indescritivel da degustação e da comida como forma de arte !